Então tá. Vocês já cansaram de ver eu dissertar sobre esse assunto aqui, mas agora vou de uma perspectiva diferente: Quantidade.
Não quero nem entrar nesse assunto na perspectiva de qualidade vs. quantidade, mas somente quantidade.
Uma coisa que eu sempre quis ter era um porrilhão de amigos, mas mal sabia o problema que poderia trazer.
"Não pode ser uma coisa ruim, pode? Amigo nunca é demais!"
Ah, pode.
Eu conquistei muitas amizades ao longo dos últimos anos e me orgulho muito disso hoje. Gosto de cada um dos meus amigos, de uma maneira ou outra.
"Tá, tudo muito lindo, mas, cadê o problema?"
Por incrível que pareça, é justamente aí que mora o problema: Que tempo eu vou dividir entre todos eles?
Quem já jogou Persona já deve ter uma idéia disso (inclusive foi o jogo que me deu o toque pra escrever este post): Você pode ter quantos amigos quiser, mas o tempo é sempre limitado. Chega uma hora que você tem que escolher entre sair com um amigo ou outro. E outro. E outro.
Chega um momento que você não consegue mais decidir direito e acaba deixando alguns amigos de lado para favorecer outros (mesmo não sendo intencional) e acaba perdendo o contato.
Embora sejam todos meus amigos, não posso me dedicar a todos e perco muitos pelo caminho. Não que eu me esqueca deles, mas apenas que eu não pude dizer "sim" quando fui chamado pra fazer alguma coisa, etc.
Enfim, acabo me sentindo mal por não poder corresponder à amizade de todos e sei que já desapontei muitas pessoas por isso, mas, fazer o quê?
Acho que aqui se aplica aquele ditado que sua mãe dizia pra você não estourar o preço no buffet por kilo: "Quam tem olho maior que a boca" não consegue dar conta de toda a comida no final. Não que os meus amigos sejam comida -q
Enfim, só um pensamento vago, mais um desabafo pra vocês que ainda acompanham o que eu escrevo
sábado, 5 de janeiro de 2013
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
E se todo dia fosse Natal?
Calma, antes de falarem que é ridíclo, eu não estou louco ainda!
Não estou falando do natal-presentes ou do natal-comida-pra-caramba.
Todo ano chega essa época linda, cheia de magia, todo mundo muito bem, todo mundo muito lindo, programas na TV, mensagens bonitas em todo lugar, etc etc etc.
O famoso espírito de natal.
Época de ser legal com todo mundo, de levar tudo na esportiva e passar o natal em paz.
Tudo muito lindo até agora, mas...
Por que diabos ser bom só UM dia no ano todo!?
Joserfino (personagem puramente hipotético) era um cara muito fino no natal. Cumprimentou todo mundo no ponto de ônibus, amou seus familiares, ensinou coisas boas às crianças da família, confraternizou com estranhos na rua...
Mas, nos 364 dias seguintes, foi um completo babaca no emprego e em casa.
Joserfino, "possuído" pelo "espírito do natal", teve disposição para engolir a arrogância e ser legal com todo mundo. Mas só por um dia.
Isso acontece não por causa de um espírito mágico ou uma época mágica. É apenas mais uma convenção da sociedade, assim como a própria religião que originalmente celebra essa data.
Onde eu quero chegar é: por que não difundir essa idéia para o ano todo? Qual o sentido de consagrar apenas uma data com essa "magia"? Pra que ela pareça ainda mais especial em relação às outras?
Vocês já assistiram algum programa natalino infantil, imagino. Por que essas mensagens de altruísmo e bondade só são passadas nessa época, nesse tema? Os fantasmas de Scrooge, por exemplo. Até hoje não vi um conto que incitasse altruísmo mais impactante que este, que raramente passa fora da época.
Eu sei que é altíssimamente improvável que qualquer pessoa humana aguentaria dia após dia, ano após ano, sem dar um piti na cara de alguém, mas, já não é um começo? Mudar a atitude começa com mudar os hábitos, não vejo como não poderia dar certo.
É óbvio que o que eu to propondo aqui é um caso utópico de eu conseguir enfiar a minha mensagem na cabeça da população toda, mas queria apenas expressar essa idéia. Confesso que, pessoalmente, não acredito que eu consiga influenciar a vida das pessoas mas, bem... Não custa tentar, não é?
Espírito de natal o ano todo!
Não estou falando do natal-presentes ou do natal-comida-pra-caramba.
Todo ano chega essa época linda, cheia de magia, todo mundo muito bem, todo mundo muito lindo, programas na TV, mensagens bonitas em todo lugar, etc etc etc.
O famoso espírito de natal.
Época de ser legal com todo mundo, de levar tudo na esportiva e passar o natal em paz.
Tudo muito lindo até agora, mas...
Por que diabos ser bom só UM dia no ano todo!?
Joserfino (personagem puramente hipotético) era um cara muito fino no natal. Cumprimentou todo mundo no ponto de ônibus, amou seus familiares, ensinou coisas boas às crianças da família, confraternizou com estranhos na rua...
Mas, nos 364 dias seguintes, foi um completo babaca no emprego e em casa.
Joserfino, "possuído" pelo "espírito do natal", teve disposição para engolir a arrogância e ser legal com todo mundo. Mas só por um dia.
Isso acontece não por causa de um espírito mágico ou uma época mágica. É apenas mais uma convenção da sociedade, assim como a própria religião que originalmente celebra essa data.
Onde eu quero chegar é: por que não difundir essa idéia para o ano todo? Qual o sentido de consagrar apenas uma data com essa "magia"? Pra que ela pareça ainda mais especial em relação às outras?
Vocês já assistiram algum programa natalino infantil, imagino. Por que essas mensagens de altruísmo e bondade só são passadas nessa época, nesse tema? Os fantasmas de Scrooge, por exemplo. Até hoje não vi um conto que incitasse altruísmo mais impactante que este, que raramente passa fora da época.
Eu sei que é altíssimamente improvável que qualquer pessoa humana aguentaria dia após dia, ano após ano, sem dar um piti na cara de alguém, mas, já não é um começo? Mudar a atitude começa com mudar os hábitos, não vejo como não poderia dar certo.
É óbvio que o que eu to propondo aqui é um caso utópico de eu conseguir enfiar a minha mensagem na cabeça da população toda, mas queria apenas expressar essa idéia. Confesso que, pessoalmente, não acredito que eu consiga influenciar a vida das pessoas mas, bem... Não custa tentar, não é?
Espírito de natal o ano todo!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Sobre cotas raciais/sociais
Então, vamos começar explicando o porquê do post.
Meu amigo, Sr. Andreywat, perguntou minha opinião sobre o assunto, mas como o texto foi aumentando e aumentando e aumentando, resolvi compartilhar aqui no blog -q
Enfim, ele perguntou se eu era a favor ou contra as cotas raciais. Aqui vai o texto:
As cotas raciais (que já é errada por generalizar preconceito racial apenas à raça negra) tem como objetivo sanar a dívida social histórica devido à escravização, certo?
Os escravizadores morreram faz tempo, assim como os escravizados. O que resta, a real "dívida", é a condição precária hereditária associada à raça. Só que, assim como o comum é encontrar famílias de descendentes destes escravos na precariedade, também existem famílias negras que ascenderam socialmente, e não pouco.
Logo, a dívida não pode ser considerada RACIAL, uma vez que há exceção à regra. Afinal, se uma família conseguiu, o que impede as outras de conseguirem? O problema é que essa dívida não deixa de existir, mas a gente já volta a ela.
Aí existe o preconceito, herdado pela sociedade, que prejudica na formação da criança por motivos de: bullyng. Ela passa a acreditar que é diferente e a criar um rancor contra a parte preconceituosa, formando um "bloqueio" de ódio, seja de que forma ele tomar. Esse ciclo de preconceito é o que todo mundo acha que é a "dívida social", mas é só o real problema de preconceito racial contra os negros.
Bom, como deve ser sanada a dívida, então?
Primeiro, dá pra concluir que o fruto da escravização não só é o preconceito, mas a condição precária associada desde o nascimento a estas famílias relacionadas de alguma forma com descendentes de escravos.
O preconceito é algo muito além de sócio-econômico que o governo possa resolver. É algo difundido pela sociedade inteira e que, assim como foi difundida, deve ser eliminada através da cultura. Um exemplo hoje é o Obama dando outro cala-boca nos preconceituosos norte-americanos.
O problema que deve ser debatido então é a segregação social, que não acontece só com famílias negras e já engloba outra parte da população. Cotas SOCIAIS deviam resolver ambos os problemas, mas nunca cotas RACIAIS. Assim como evidenciada nos debates de igualdade sexual, nunca haverá igualdade enquanto houver tanto prejuízos quanto vantagens a uma das partes. O mesmo se aplica à desigualdade racial e também deveria se aplicar à desigualdade social (mas é um caso muito mais complicado e desigual)
Enfim, sou a favor ou contra?
Bom, mesmo caso as cotas sociais funcionassem, tem sempre o problema do governo querer bater sempre na mesma tecla: dar privilégios e não cobrar.
Uma coisa que meu professor de Tecnologia e Sociedade já debateu em sala sobre o bolsa-família:
"De quê adianta o governo dar um benefício todo mês se não cobra nada em retorno do sujeito!?"
Ou seja, o "sujeito" toma o benefício como garantido e o usa como bem entender. Um exemplo que o professor deu foi estipular um prazo máximo de validade do benefício e a obrigação do(s) responsável ou responsáveis pela família de fazer um curso profissionalizante e entrar no mercado.
Então, além de aplicar uma medida corretiva de curto-prazo no problema, o governo também estaria resolvendo o problema a longo prazo. Mas o que acontece é bem o contrário, não?
O bolsa-família é abusado pelos beneficiários do programa, usado como bem entenderem e raramente revertido numa real melhora da própria condição social, passando o problema para a próxima geração da família.
O mesmo acontece com cotas raciais, embora seja muito menos crítico. Afinal, é um dos principais argumentos anti-cotas raciais: pessoas que nunca sofreram de preconceito usufruindo de cotas raciais e pessoas que, sofrendo ou não do preconceito, nunca nem se incomodaram a estudar com afinco por saber que existem as cotas.
Junto com o benefício deveria vir uma cobrança. Um período de jubilamento menor, um limite de matérias reprovadas menos ou algo que balanceasse a vantagem de passar por sistema de cotas. Algo que fizesse o indivíduo que passou por cotas assumir o compromisso com o programa que o beneficiou, que o fizesse digno deste benefício.
Está aí:
Eu sou CONTRA as cotas raciais.
Eu sou A FAVOR das cotas sociais que, embora sejam mal formuladas hoje, são a única medida remediativa dos reflexos da desigualdade social na educação.
Meu amigo, Sr. Andreywat, perguntou minha opinião sobre o assunto, mas como o texto foi aumentando e aumentando e aumentando, resolvi compartilhar aqui no blog -q
Enfim, ele perguntou se eu era a favor ou contra as cotas raciais. Aqui vai o texto:
As cotas raciais (que já é errada por generalizar preconceito racial apenas à raça negra) tem como objetivo sanar a dívida social histórica devido à escravização, certo?
Os escravizadores morreram faz tempo, assim como os escravizados. O que resta, a real "dívida", é a condição precária hereditária associada à raça. Só que, assim como o comum é encontrar famílias de descendentes destes escravos na precariedade, também existem famílias negras que ascenderam socialmente, e não pouco.
Logo, a dívida não pode ser considerada RACIAL, uma vez que há exceção à regra. Afinal, se uma família conseguiu, o que impede as outras de conseguirem? O problema é que essa dívida não deixa de existir, mas a gente já volta a ela.
Aí existe o preconceito, herdado pela sociedade, que prejudica na formação da criança por motivos de: bullyng. Ela passa a acreditar que é diferente e a criar um rancor contra a parte preconceituosa, formando um "bloqueio" de ódio, seja de que forma ele tomar. Esse ciclo de preconceito é o que todo mundo acha que é a "dívida social", mas é só o real problema de preconceito racial contra os negros.
Bom, como deve ser sanada a dívida, então?
Primeiro, dá pra concluir que o fruto da escravização não só é o preconceito, mas a condição precária associada desde o nascimento a estas famílias relacionadas de alguma forma com descendentes de escravos.
O preconceito é algo muito além de sócio-econômico que o governo possa resolver. É algo difundido pela sociedade inteira e que, assim como foi difundida, deve ser eliminada através da cultura. Um exemplo hoje é o Obama dando outro cala-boca nos preconceituosos norte-americanos.
O problema que deve ser debatido então é a segregação social, que não acontece só com famílias negras e já engloba outra parte da população. Cotas SOCIAIS deviam resolver ambos os problemas, mas nunca cotas RACIAIS. Assim como evidenciada nos debates de igualdade sexual, nunca haverá igualdade enquanto houver tanto prejuízos quanto vantagens a uma das partes. O mesmo se aplica à desigualdade racial e também deveria se aplicar à desigualdade social (mas é um caso muito mais complicado e desigual)
Enfim, sou a favor ou contra?
Bom, mesmo caso as cotas sociais funcionassem, tem sempre o problema do governo querer bater sempre na mesma tecla: dar privilégios e não cobrar.
Uma coisa que meu professor de Tecnologia e Sociedade já debateu em sala sobre o bolsa-família:
"De quê adianta o governo dar um benefício todo mês se não cobra nada em retorno do sujeito!?"
Ou seja, o "sujeito" toma o benefício como garantido e o usa como bem entender. Um exemplo que o professor deu foi estipular um prazo máximo de validade do benefício e a obrigação do(s) responsável ou responsáveis pela família de fazer um curso profissionalizante e entrar no mercado.
Então, além de aplicar uma medida corretiva de curto-prazo no problema, o governo também estaria resolvendo o problema a longo prazo. Mas o que acontece é bem o contrário, não?
O bolsa-família é abusado pelos beneficiários do programa, usado como bem entenderem e raramente revertido numa real melhora da própria condição social, passando o problema para a próxima geração da família.
O mesmo acontece com cotas raciais, embora seja muito menos crítico. Afinal, é um dos principais argumentos anti-cotas raciais: pessoas que nunca sofreram de preconceito usufruindo de cotas raciais e pessoas que, sofrendo ou não do preconceito, nunca nem se incomodaram a estudar com afinco por saber que existem as cotas.
Junto com o benefício deveria vir uma cobrança. Um período de jubilamento menor, um limite de matérias reprovadas menos ou algo que balanceasse a vantagem de passar por sistema de cotas. Algo que fizesse o indivíduo que passou por cotas assumir o compromisso com o programa que o beneficiou, que o fizesse digno deste benefício.
Está aí:
Eu sou CONTRA as cotas raciais.
Eu sou A FAVOR das cotas sociais que, embora sejam mal formuladas hoje, são a única medida remediativa dos reflexos da desigualdade social na educação.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Intermission
Interrompendo a atividade normal do blog, venho aqui compartilhar um experiência bem... curiosa.
Bom, resumindo, eu quase nunca tenho sonhos, mais ou menos uma vez por mês. E quando tenho, eles se esvaem rapidamente. Porém, hoje eu consegui guardar boa parte dele escrevendo-o, e, devo dizer, quando eu tenho sonhos, eles costumam ser muito loucos. Inclusive uma vez eu tive um pesadelo com uma salsa&cebola demoníaca, mas isso é outra história.
A primeira cosia que eu lembro é estar numa cidade com cara de São Paulo, mas, claramente, com a configuração urbana de Curitiba. Se eu não me engano, era uma versão paulista de umas 3/4 vias da Mariano Torres com a 7 de Setembro em que eu começei essa parte do sonho.
Estávamos numa viagem e meus amigos, cujas identidades não estavam muito claras, estavam do outro lado da rua me esperando. A faixa de pedestres era um pouco mais a frente e, por alguma razão, eu tinha o facão branco da cozinha de casa na mão.
Eu brincava de cortar uns postes, que eram brancos e mais ou menos da altura daqueles que seguram os semáforos de pedestres. Quando eu cortava os postes, verticalmente, caíma uma casca metálica pra cada lado, e revelava uma espécie de espuma de poliestireno dentro. Eu fiz isso com uns 4 postes antes de chegar na faixa de pedestres, e é aí que começa a ficar interessante.
Na hora que eu ia atravessar, uma ambulância vinha à toda, então eu esperei e, acho que em frustração, golpeei a base do poste do semáforo, que, curiosamente, só sofreu um risco, e, quando olhei pra cima, vi que a ambulância havia parado pra me dar passagem, viu o meu golpe em patrimônio público e, chocado, subitamente exclamou algum xingamento que não lembro mais.
Nisso, atravessei a rua, mas o sinal nem estava aberto e, por algumas passadas rápidas, não fui atropelado. O mesmo aconteceu na outra via que faltava atravessar: um carro parou e, quando eu estava atravessando, outro carro esportivo rasteiro vinha em alta velocidade. Eu só dei uma passada a mais e um pulo, fazendo o carro quase acertar minhas costas, por alguns centímetros. Mas isso foi na maior naturalidade, como se eu fizesse isso sempre e meus amigos aparentemente nem perceberam.
Foi só aí que eu começei a correr freneticamente, certo de que a polícia iria me perseguir por causa do poste (sim, estilo GTA).
Passei reto pelos meus amigos e, depois disso, vem um branco na memória.
A próxima coisa que eu lembro é estar numa espécie de matsuri, momentos antes do matsuri dance começar. O Onaka então vem me chamar, dizendo que o Rapha precisava de gente pra puxar uma filinha e, no caminho pra lá, ele me mostra uma barraquinha, estilo festa junina, onde o jogo era pegar um cubo mágico e copiar a imagem que eles davam (cada imagem ganhava um prêmio diferente). Ele disse "Talvez você tenha mais sorte do que a Luíza, haha!".
Curiosamente, a imagem que eles queriam que eu reproduzisse era de um cubo de 12x12 pra cima, mas me deram um cubo 3x3 para fazer o serviço. Depois de um tempo, parecia que eu não estava conseguindo me concentrar no cubo mágico (vocês acham que é fácil girar um cubo mágico num sonho?) e queria saber o porquê... De repente, me atingiu que eu estava sendo perseguido pela polícia e começei a correr de novo! Então estava eu correndo em direção a um hotel, por nenhum motivo aparente, dessa vez com o facão numa mão e uma toalha branca na outra, que usei para cobrir o primeiro. O problema é que eu já não lembrava mais o porquê da minha perseguição, logo assumi que havia matado alguém.
Em algum momento entre a corrida frenética e eu falando com o recepcionista, eu consegui a chave de número 71, mas que não era minha, visto que eu estava preocupado que o dono do quarto estivesse lá.
Um menino, da minha idade, começou a me ajudar (embora eu nem fizesse idéia de quem fosse) e saímos correndo para achar o meu quarto, ou era o que eu pensava. De repente, estávamos num lugar tipo um cemitério, só que não mórbido, cheio de pessoas passeando e "tumbas" com pequenos cofres numerados no lugar das fotos dos falecidos. Continuei correndo e liderando meu próprio caminho (aparentemente meu novo amigo evaporou) e passei por dois "rios", que eram partes de uma piscina com largura de aprox. 2 metros. Embora tivessem pontes para atravessar (que eu sei que estavam lá, mas não conseguia vê-las), atravessei os rios mergulhando e nadando. Correndo um pouco mais, achei o cofre 71 e meu amigo, de repente, apareceu lá para abrir o cofre pra mim.
Coincidentemente, o cofre era minúsculo e do exato tamanho retangular do meu facão. Discretamente deslizei o facão dentro do cofre, cobrindo a ação com a minha toalha (que, incrivelmente, estava seca). Tentando escapar rapidamente da prova incriminante, fui voltando para o matsuri, mas, quando já havia passado os dois rios, me toquei que minha toalha não estava comigo. Não sei porque diabos, mas eu tive a brilhante idéia de ir buscá-la (agora posso me gabar que sou um mochileiro até nos sonhos).
Passei do cofre 71 e continuei procurando ela, e quando olhei em volta, havia policiais por todos os cantos e já havia anoitecido. Rapidamente, começei a correr, zigue-zagueando os policiais que pareciam nem se importar com a minha presença. Quando estava quase chegando no rio, passei por uma figura interessantíssima: Lord Fucking Voldemort. Embora fosse um policial comum, tinha a mesma aparência e os mesmos trajes do filme e, imediatamente, percebi que ele seria o "Sherlock Holmes" do bando de idiotas que deixavam o suspeito sair correndo da cena do crime. Me desesperei ainda mais, mas meu amigo surgiu lá novamente e veio falar comigo. Porém, ao invés de um diálogo normal como pessoas normais sonham, apareceu uma caixa de diálogo transparente do tamanho da "tela", parecida com a do jogo Skyward Sword, perguntando alguma coisa do tipo "Onde vamos agora?" e algumas opções. Quando eu escolhi uma, sem sair da caixa de diálogo, ouvi claramente a voz do Voldemort dizendo "Aaahh, então é isso? Ha!"
ELE ATRAVESSOU A QUARTA PAREDE ;~;
A idéia dele estar lendo minha escolha que, como de costume em jogos, era totalmente privada, ou melhor, onde todos alheios à conversa são congelados, quebrou a minha psique e eu acordei.
Pensando agora, é até lógico, uma vez que eu nunca tive aulas de Oclumência, rsrsrsrs
Haha! Espero que tenham achado tão estúpido (de um jeito bom) quanto eu achei xD
Em breve retornaremos à atividade normal do blog, obrigado.
Bom, resumindo, eu quase nunca tenho sonhos, mais ou menos uma vez por mês. E quando tenho, eles se esvaem rapidamente. Porém, hoje eu consegui guardar boa parte dele escrevendo-o, e, devo dizer, quando eu tenho sonhos, eles costumam ser muito loucos. Inclusive uma vez eu tive um pesadelo com uma salsa&cebola demoníaca, mas isso é outra história.
A primeira cosia que eu lembro é estar numa cidade com cara de São Paulo, mas, claramente, com a configuração urbana de Curitiba. Se eu não me engano, era uma versão paulista de umas 3/4 vias da Mariano Torres com a 7 de Setembro em que eu começei essa parte do sonho.
Estávamos numa viagem e meus amigos, cujas identidades não estavam muito claras, estavam do outro lado da rua me esperando. A faixa de pedestres era um pouco mais a frente e, por alguma razão, eu tinha o facão branco da cozinha de casa na mão.
Eu brincava de cortar uns postes, que eram brancos e mais ou menos da altura daqueles que seguram os semáforos de pedestres. Quando eu cortava os postes, verticalmente, caíma uma casca metálica pra cada lado, e revelava uma espécie de espuma de poliestireno dentro. Eu fiz isso com uns 4 postes antes de chegar na faixa de pedestres, e é aí que começa a ficar interessante.
Na hora que eu ia atravessar, uma ambulância vinha à toda, então eu esperei e, acho que em frustração, golpeei a base do poste do semáforo, que, curiosamente, só sofreu um risco, e, quando olhei pra cima, vi que a ambulância havia parado pra me dar passagem, viu o meu golpe em patrimônio público e, chocado, subitamente exclamou algum xingamento que não lembro mais.
Nisso, atravessei a rua, mas o sinal nem estava aberto e, por algumas passadas rápidas, não fui atropelado. O mesmo aconteceu na outra via que faltava atravessar: um carro parou e, quando eu estava atravessando, outro carro esportivo rasteiro vinha em alta velocidade. Eu só dei uma passada a mais e um pulo, fazendo o carro quase acertar minhas costas, por alguns centímetros. Mas isso foi na maior naturalidade, como se eu fizesse isso sempre e meus amigos aparentemente nem perceberam.
Foi só aí que eu começei a correr freneticamente, certo de que a polícia iria me perseguir por causa do poste (sim, estilo GTA).
Passei reto pelos meus amigos e, depois disso, vem um branco na memória.
A próxima coisa que eu lembro é estar numa espécie de matsuri, momentos antes do matsuri dance começar. O Onaka então vem me chamar, dizendo que o Rapha precisava de gente pra puxar uma filinha e, no caminho pra lá, ele me mostra uma barraquinha, estilo festa junina, onde o jogo era pegar um cubo mágico e copiar a imagem que eles davam (cada imagem ganhava um prêmio diferente). Ele disse "Talvez você tenha mais sorte do que a Luíza, haha!".
Curiosamente, a imagem que eles queriam que eu reproduzisse era de um cubo de 12x12 pra cima, mas me deram um cubo 3x3 para fazer o serviço. Depois de um tempo, parecia que eu não estava conseguindo me concentrar no cubo mágico (vocês acham que é fácil girar um cubo mágico num sonho?) e queria saber o porquê... De repente, me atingiu que eu estava sendo perseguido pela polícia e começei a correr de novo! Então estava eu correndo em direção a um hotel, por nenhum motivo aparente, dessa vez com o facão numa mão e uma toalha branca na outra, que usei para cobrir o primeiro. O problema é que eu já não lembrava mais o porquê da minha perseguição, logo assumi que havia matado alguém.
Em algum momento entre a corrida frenética e eu falando com o recepcionista, eu consegui a chave de número 71, mas que não era minha, visto que eu estava preocupado que o dono do quarto estivesse lá.
Um menino, da minha idade, começou a me ajudar (embora eu nem fizesse idéia de quem fosse) e saímos correndo para achar o meu quarto, ou era o que eu pensava. De repente, estávamos num lugar tipo um cemitério, só que não mórbido, cheio de pessoas passeando e "tumbas" com pequenos cofres numerados no lugar das fotos dos falecidos. Continuei correndo e liderando meu próprio caminho (aparentemente meu novo amigo evaporou) e passei por dois "rios", que eram partes de uma piscina com largura de aprox. 2 metros. Embora tivessem pontes para atravessar (que eu sei que estavam lá, mas não conseguia vê-las), atravessei os rios mergulhando e nadando. Correndo um pouco mais, achei o cofre 71 e meu amigo, de repente, apareceu lá para abrir o cofre pra mim.
Coincidentemente, o cofre era minúsculo e do exato tamanho retangular do meu facão. Discretamente deslizei o facão dentro do cofre, cobrindo a ação com a minha toalha (que, incrivelmente, estava seca). Tentando escapar rapidamente da prova incriminante, fui voltando para o matsuri, mas, quando já havia passado os dois rios, me toquei que minha toalha não estava comigo. Não sei porque diabos, mas eu tive a brilhante idéia de ir buscá-la (agora posso me gabar que sou um mochileiro até nos sonhos).
Passei do cofre 71 e continuei procurando ela, e quando olhei em volta, havia policiais por todos os cantos e já havia anoitecido. Rapidamente, começei a correr, zigue-zagueando os policiais que pareciam nem se importar com a minha presença. Quando estava quase chegando no rio, passei por uma figura interessantíssima: Lord Fucking Voldemort. Embora fosse um policial comum, tinha a mesma aparência e os mesmos trajes do filme e, imediatamente, percebi que ele seria o "Sherlock Holmes" do bando de idiotas que deixavam o suspeito sair correndo da cena do crime. Me desesperei ainda mais, mas meu amigo surgiu lá novamente e veio falar comigo. Porém, ao invés de um diálogo normal como pessoas normais sonham, apareceu uma caixa de diálogo transparente do tamanho da "tela", parecida com a do jogo Skyward Sword, perguntando alguma coisa do tipo "Onde vamos agora?" e algumas opções. Quando eu escolhi uma, sem sair da caixa de diálogo, ouvi claramente a voz do Voldemort dizendo "Aaahh, então é isso? Ha!"
ELE ATRAVESSOU A QUARTA PAREDE ;~;
A idéia dele estar lendo minha escolha que, como de costume em jogos, era totalmente privada, ou melhor, onde todos alheios à conversa são congelados, quebrou a minha psique e eu acordei.
Pensando agora, é até lógico, uma vez que eu nunca tive aulas de Oclumência, rsrsrsrs
Haha! Espero que tenham achado tão estúpido (de um jeito bom) quanto eu achei xD
Em breve retornaremos à atividade normal do blog, obrigado.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Gramática ou Ingramática?
Não é de tão pouco tempo que vem esta discussão entre literários ou aspirantes de Pascoale, mas, agora que ela está finalmente entrando no âmbito das escolas, acho que já tenho calibre pra dar minha opinião.
Resumindo a ópera, pra quem ainda não se informou (e não tenho fontes pra isso), a discussão é sobre a necessidade ou não do uso correto da gramática como a conhecemos (ou achamos que conhecemos).
- O uso correto é defendido pela necessidade de se comunicar e manter a ordem etc etc etc.
- O não uso é defendido pela aceitabilidade do mesmo: afinal, a finalidade da própria comunicação é ou não é apenas transmitir uma mensagem? Qual é a diferença entre "Onde fica o banheiro? Preciso usá-lo." "Ow, kd as privada, qro da um mijão"... Ok, qual é a diferença - tirando a falta de educação?
Ou seja, contanto que a outra pessoa consiga captar a mensagem, qual é a necessidade do uso formal das palavras ou, às vezes, até o uso delas? E é aí que entramos na grande, má e assustadora discussão.

- Big, mean and scary :C
Resumindo a ópera, pra quem ainda não se informou (e não tenho fontes pra isso), a discussão é sobre a necessidade ou não do uso correto da gramática como a conhecemos (ou achamos que conhecemos).
- O uso correto é defendido pela necessidade de se comunicar e manter a ordem etc etc etc.
- O não uso é defendido pela aceitabilidade do mesmo: afinal, a finalidade da própria comunicação é ou não é apenas transmitir uma mensagem? Qual é a diferença entre "Onde fica o banheiro? Preciso usá-lo." "Ow, kd as privada, qro da um mijão"... Ok, qual é a diferença - tirando a falta de educação?
Ou seja, contanto que a outra pessoa consiga captar a mensagem, qual é a necessidade do uso formal das palavras ou, às vezes, até o uso delas? E é aí que entramos na grande, má e assustadora discussão.
- Big, mean and scary :C
Começo a mostrar as minhas próprias idéias com uma pergunta retórica (pra variar):
Como será a nossa gramática daqui a alguns anos ou décadas?
Ok, agora é até possível imaginar como gírias e erros gramaticais conseguem dar conta do recado, mas e depois?
Digo, gírias foram feitas para simplificar a comunicação com um certo grupo social, trocando um punhado de palavras grandes e assustadoras por palavras simples e rápidas de dizer. Ao mesmo tempo, erros gramaticais geralmente surgem pela dificuldade de algumas palavras serem pronunciadas ou memorizadas.
Seguindo essa linha de raciocínio, podemos dizer que isso é uma tendência, ou seja, as gírias e erros de agora continuarão passando por mais um processo de "ingramaticação" e estas, por suas vezes, continuarão passando por este ciclo. Ou seja, de gíria em gíria, muitas palavras são perdidas, até que um dia não haja mais nenhuma pra representar tal idéia ou ação e nós já estamos neste ciclo! Já há palavras perdidas e até uma língua morta, o latim.
A língua, a gramática e até os gestos foram criados para criar ordem na comunicação humana. E conseguiu! Comparando com os antigos homo sapiens, hoje nós conseguimos transmitir idéias complexíssimas usando uma única frase (ou gesto). Porém, tire essa ordem e nossa tendência é, dado um grande intervalo de tempo, voltar aos grunhidos cavernais, adaptados ao nosso estilo de vida futuro, que provavelmente não seria civilizado, vide Idiocracia (dublado em baixa qualidade no youtube).
Essa é a minha idéia principal, porém, também tem tantas áreas que são afetadas, todas derivadas da comunicação, como a música, poesia, filmes, manuais e até o próprio ato de instruir, entre várias outras coisas. Vai chegar um tempo (na verdade, talvez até já tenha chegado) em que as pessoas não serão mais capazes de expressar alguma mensagem ou sentimento através de palavras e os leitores já não vão saber o que algumas delas siginificam.
Enfim, deixando toda essa viagem no tempo de lado, a gramática é uma coisa ruim de aprender? Sim. É um objeto usado como desigualador social? Sim. Mas não deixa de ser essencial à vida em sociedade e também à riqueza intelectual humana.
Como será a nossa gramática daqui a alguns anos ou décadas?
Ok, agora é até possível imaginar como gírias e erros gramaticais conseguem dar conta do recado, mas e depois?
Digo, gírias foram feitas para simplificar a comunicação com um certo grupo social, trocando um punhado de palavras grandes e assustadoras por palavras simples e rápidas de dizer. Ao mesmo tempo, erros gramaticais geralmente surgem pela dificuldade de algumas palavras serem pronunciadas ou memorizadas.
Seguindo essa linha de raciocínio, podemos dizer que isso é uma tendência, ou seja, as gírias e erros de agora continuarão passando por mais um processo de "ingramaticação" e estas, por suas vezes, continuarão passando por este ciclo. Ou seja, de gíria em gíria, muitas palavras são perdidas, até que um dia não haja mais nenhuma pra representar tal idéia ou ação e nós já estamos neste ciclo! Já há palavras perdidas e até uma língua morta, o latim.
A língua, a gramática e até os gestos foram criados para criar ordem na comunicação humana. E conseguiu! Comparando com os antigos homo sapiens, hoje nós conseguimos transmitir idéias complexíssimas usando uma única frase (ou gesto). Porém, tire essa ordem e nossa tendência é, dado um grande intervalo de tempo, voltar aos grunhidos cavernais, adaptados ao nosso estilo de vida futuro, que provavelmente não seria civilizado, vide Idiocracia (dublado em baixa qualidade no youtube).
Essa é a minha idéia principal, porém, também tem tantas áreas que são afetadas, todas derivadas da comunicação, como a música, poesia, filmes, manuais e até o próprio ato de instruir, entre várias outras coisas. Vai chegar um tempo (na verdade, talvez até já tenha chegado) em que as pessoas não serão mais capazes de expressar alguma mensagem ou sentimento através de palavras e os leitores já não vão saber o que algumas delas siginificam.
Enfim, deixando toda essa viagem no tempo de lado, a gramática é uma coisa ruim de aprender? Sim. É um objeto usado como desigualador social? Sim. Mas não deixa de ser essencial à vida em sociedade e também à riqueza intelectual humana.
Assinar:
Postagens (Atom)